domingo, 5 de fevereiro de 2012

Profesores ante la diversidad

http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/274/27417217.pdf

Reuven Feuerstein




“Não podemos permitir que uma só criança fique em sua situação atual sem desenvolvê-la até onde seu funcionamento nos permite descobrir que é capaz de chegar. Os cromossomos não têm a última palavra.”


Reuven Feuerstein

L. S. Vygotsky: algumas idéias sobre desenvolvimento e jogo infantiL

l

Zilma de Moraes Ramos de Oliveira


Você já parou para pensar na importância do jogo infantil para o desenvolvimento da criança na faixa etária de 0 a 6 anos? A primeira parte deste texto apresenta importantes argumentos da teoria de Vygotsky a respeito do desenvolvimento cognitivo.
Na segunda parte, a autora apresenta conceitos desse mesmo psicólogo que ajudam a refletir sobre a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil.
Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader. Para instalá-lo, clique aqui.
"Segundo Vygotsky, no processo de desenvolvimento, a criança começa usando as mesmas formas de comportamento que outras pessoas inicialmente usaram em relação a ela. Isto ocorre porque, desde os primeiros dias de vida, as atividades da criança adquirem um significado próprio num sistema de comportamento social, refratadas através de seu ambiente humano, que a auxilia a atender seus objetivos. Isto vai envolver comunicação, ou seja, fala."

"Vygotsky cria um conceito para explicitar o valor da experiência social no desenvolvimento cognitivo. Segundo ele, há uma ‘zona de desenvolvimento proximal’, que se refere à distância entre o nível de desenvolvimento atual – determinado através da solução de problemas pela criança, sem ajuda de alguém mais experiente – e o nível potencial de desenvolvimento – medido através da solução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com crianças mais experientes."

"A brincadeira fornece, pois, ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, criando um novo tipo de atitude em relação ao real. Nela aparecem a ação na esfera imaginativa numa situação de faz-de-conta, a criação das intenções voluntárias e a formação dos planos da vida real e das motivações volitivas, constituindo-se, assim, no mais alto nível de desenvolvimento pré-escolar."
Um dos pais da psicologia e o autor mais
influente no início do século XXI.)
O bielo-russo Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934) é chamado por muitos de "o Mozart da psicologia". Vygotsky (pode-se escrever também "Vigotski", pois originalmente seu nome é grafado em outro sistema alfabético) é o grande fundador da escola soviética de psicologia, principal corrente que, hoje, dá origem ao socioconstrutivismo.
Em sua curta vida Vygotsky foi autor de uma obra muito importante. Seus primeiros estudos foram voltados para a psicologia da arte. Extremamente culto, tinha entre seus amigos o grande cineasta Serghei Eisenstein, admirador de seu trabalho.
O contexto em que viveu Vygotsky ajuda a explicar o rumo que seu trabalho iria tomar. Suas idéias foram desenvolvidas na União Soviética saída da Revolução Comunista de 1917 e refletem o desejo de reescrever a psicologia, com base no materialismo marxista, e construir uma teoria da educação adequada ao mundo novo que emergia dos escombros da revolução. O projeto ambicioso e a constante ameaça da morte (a tuberculose se manifestou desde os 19 anos de idade e foi responsável por seu fim prematuro) deram ao seu trabalho, abrangente e profundo, um caráter de urgência.
Para Vygotsky, o que nos torna humanos é a capacidade de utilizar instrumentos simbólicos para complementar nossa atividade, que tem bases biológicas. Em um pequeno artigo sobre o jogo infantil, diz que as formas tipicamente humanas de pensar surgem, por exemplo, quando uma criança pega um cabo de vassoura e o transforma em um cavalo, ou em um fuzil, ou em uma árvore... Os chimpanzés, por mais inteligentes que sejam, podem no máximo utilizar o cabo de vassoura para derrubar bananas, por exemplo, e jamais para criar uma situação imaginária. O que nos torna humanos, segundo Vygotsky, é nossa capacidade de imaginar...
A linguagem é uma espécie de "cabo de vassoura" muito especial, capaz de transformar decisivamente os rumos de nossa atividade. Quando aprendemos a linguagem específica de nosso meio sociocultural, transformamos radicalmente os rumos de nosso próprio desenvolvimento. Assim, podemos ver como a visão de Vygotsky dá importância à dimensão social, interpessoal, na construção do sujeito psicológico.
Grande parte de sua obra está sendo divulgada somente agora, até mesmo na União Soviética (suas idéias entraram no grande expurgo promovido por Stalin e sobreviveram somente graças à devoção de um grupo de discípulos), e sua teoria sociocultural do desenvolvimento deve ser cada vez mais pesquisada ao entrarmos no século XXI.
Na área educacional, a influência de Vygotsky também vem crescendo cada vez mais e dando origem a experiências das mais diversas. Não existe um método Vygotsky. Como Piaget, o psicólogo bielo-russo é mais uma fonte de inspiração do que um guia para os pedagogos.
Um conceito que tem sido especialmente usado nas experiências educacionais inspiradas em Vygotsky é o da Zona Proximal de Desenvolvimento, que será discutido em outro item.

Construtivismo em Vygotsky

http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2007/anaisEvento/arquivos/CI-326-09.pdf

LINK EM QUE O PROFESSOR GONZALEZ É CITADO

VALE A PENA CONFERIR

A LEITURA NO ENTENDIMENTO DE PIAGET


Se a leitura tem motivação extrínseca e o desenvolvimento de pensamento é um fator intrínseco, dependente da força reguladora interna, por que pretender desenvolver o pensamento através da leitura, quando o natural seria esperar que a inteligência, desenvolvida, quisesse ler? É no pensamento que os conceitos estão contidos, não na linguagem; eles são esquemas de ação dinâmicos, não jazem em livros nem em dicionários.
O autor contrapõe a cognição operativa à figurativa, como por exemplo, o teatro; esta se refere a um conhecimento material ligado à aparência física e estática; a cognição operativa trata de um conhecimento racional operante e significativo. Se a pedagogia pretende nutrir a inteligência, dará relevo especial a todas as atividades capazes de desafiar o pensamento operativo.
Quanto à relação linguagem e pensamento, ao invés de considerá-la instrumento indispensável ao desenvolvimento do pensamento considera este a condição necessária para o uso consciente e adequado da linguagem. Só quando a inteligência atinge o seu apogeu, com as operações formais, é que a linguagem pode nutri-la e enriquecê-la. Antes se contextua como um instrumento simbólico, veículo da comunicação e socialização gradativa da criança; por ela a criança assimila atitudes, valores sociais, morais e políticos. Todavia é perigosa a imposição de padrões lingüísticos na educação como critério de avaliação do pensamento, numa idade em que a linguagem pode estar atrasada em relação às possibilidades do pensamento operatório.
Uma vez destronada a linguagem do seu antigo e falso pedestal, Furth propõe as escolas de pensamento, baseadas na lógica símbolo-imagem (que levará a criança a efetuar substituições, conjunções, disjunções etc.), ou nos jogos de pensamento (jogo da probabilidade, reconhecimento pelo tato, seleção e classificação etc., complemento de imagens etc.), até chegar ao pensamento criativo em aulas de teatro, por exemplo, ou ao pensamento social também pela dramatização e pela cooperação.
A pedagogia que se desprende da teoria de Piaget gera uma aprendizagem libertadora, participante, vivenciada, com os olhos escancarados para a realidade e para a vida prática: orientadas, as crianças discutem entre si e com os professores, para assessorar-se de valores que serão os seus futuramente. É preciso limpar a velha escola das atividades que não contribuem para a saúde mental, social e afetiva do educando. Importante é fortalecer o pensamento e a criança poderá expressar-se inteligentemente por meio da linguagem. Essa inteligência cresce concomitantemente com o desenvolvimento da afetividade.